Quarta-feira, Dezembro 21, 2011


O Rio de Janeiro é o lugar dos encontros calorosos! Dos encontros e desencontros e reencontros... assim se sucedeu com os dois!



Um no seu ninho, o outro recém chegado de um outro espaço. Os dois estranhos a tudo que os envolviam, tentavam uma busca constante por um momento de felicidade. Junto com os amigos, juntos com outros estranhos, junto com o acaso, bebidas para refrescar e esquentar. Opostos a se misturar em uma noite tumultuada.

Não o deixavam quieto naquele lugar. Fazia calor, mas não podia tirar o casaco. Esbarravam nele, mas se reclamasse podia promover uma briga. Derramaram sua bebida e numa quase reclamação quiseram lhe chamar para a confusão. Resolveu sair dali! Resolveu ir para rua. Ser livre. Sem paredes. E foi passear na Lapa!

Ainda revoltado com tudo! Que tipo de diversão esses playboys cariocas curtem nessas boates do centro do Rio? Machões que precisam se degladear para se auto afirmarem enquanto “homens de verdade”, É TUDO MENTIRA!!! VOU EMBORA!

- VAI NÃO! FICA!

Cara a cara! Uma voz doce lhe responde, como se o conhecesse a tempos! Os amigos já forma se despedindo, sem nem esperar a réplica, ou a tréplica... sabiam que era daquilo que ele precisava.

Ele estava sentado no meio fio da calçada, levantou só pra anunciar que ia embora e se esbarrou em um convite! Quem colocou aquela pessoa ali? Naquele lugar? Naquela hora? Magias que só a Lapa tem!

Um segundo de silêncio, e os dois já sabiam suas respostas e partiram para o beijo! E que beijo! Segundos e segundos e segundos... e segundos... e uma pausa para respiração, que também não foi desperdiçado! Vocês já sugaram uma respiração? Pausa entre beijos? Sentir bem próximos? Que pareciam um! Naquela noite foram... um... e viram o dia amanhecer reclamando do sol, do tempo, das horas... teriam que voltar a ser dois... como antes... como antes? Nunca mais existiu! Nunca mais...

infinito é o que somos quando nos transformando na forma mais pura de ser... a passagem é onde nos transformamos em "amor"... Sei que somos eternos, mas o coração sempre aperta qdo perdemos nossos amores da vida e eles se tornam amores infinitos...porque a vida...a vida é pequena pra tanto amor!!! estarei orando por vc meu amigo Marcio Henriques Delia




Domingo, Dezembro 04, 2011


Se você tivesse me beijando dessa forma no dia que nos conhecemos, 
não teria rolado nem o segundo beijo.
Muito menos os 6 anos de relacionamentos! 
Disse-me com um ar de cobrança.
Sentindo falta daquele beijo
Sufocado... carinhoso...

E o outro não entendendo nada do que estavam falando.


É sempre assim... quando um entende demais, o outro não quer saber de conversa.


Talvez por entender também


Talvez por entender mais ainda...


E de tanto entenderem... se  desentendem constantemente entre palavras que nunca irão reproduzir o que eles realmente querem dizer.

Nunca irão reproduzir suas dúvidas. Nem eles mesmos sabem o que querem!
Reproduzem um beijo por mera formalidade... o desejo já esgotou!

“mais um beijinho amor!”

Mais um selinho, 
despedem-se com um “boa noite!” 
e viram cada um pro seu lado,
e vão sonhar noites tórridas de prazer, 
para satisfazer o que a realidade lhes roubou.

Domingo, Novembro 06, 2011


Quem é você?
Sei lá! Para que serve saber?
Se não sou uma coisa só sempre!
Seria isso já uma definição de quem eu sou?
Não aceito o que dizem de mim
Se sou de leão... sou egocêntrico
Mas também não sou...
E como fica?
Se sou nordestino, esperam os gostos exóticos de um estigma
do que é ser nordestino
mas não sou esse estigma
muito menos exótico
e por vezes sou nordestino
por vezes pareço não ter paragem
como folha seqüestrada pelo vento
as vezes amo o azul... as vezes o rosa
as vezes canto legião
“e acho que gosto de São Paulo, gosto de São João, gosto de São Francisco e São Sebastião...”


E gosto de todo mundo, meninos e meninas...


Sou católico... porque me batizaram assim! Mas sou de vários religares exatamente por querer estar sempre perto de Deus, ou de Olorun, ou de Alá...que no final são todos a mesma energia que é o amor!
Eu sou isso... um amor em conflito


Sou uma energia que não se contenta apenas em existir... tem que ser completamente
Uma luz forte que afaga quem sabe sentir e cega quem quer somente espiar!

Quarta-feira, Novembro 02, 2011


E ele saiu, mais uma vez... mas agora quis algo diferente, apesar de não ser verão, PORREIN!!! Conhecer outras pessoas, outros ambientes... se lhe perguntassem se ele estaria cansado dos lugares onde frenquentemente costumava ir, ele diria NÃO... mas ousou em ouvir aquele impulso Crusoe e foi desbravar outros olhares!

Sem companhia, apesar dos dois celulares e das três linhas. Apesar das várias pessoas insistindo sua companhia. Andar apenas com suas duas pernas ainda lhe era motivo de rebeldia e autonomia. Momentos somente dele! E de mais ninguém! Até porque a única pessoa que poderia furar aquele bloqueio, lembra de tudo, menos dele! É sempre assim...

Tanta gente estranha!
Ou velhos demais
Ou novos demais
Ou interesseiros de mais
Ou interessantes de menos
Onde estão as pessoas mais ou menos? Como eu? Que não gosta, nem de muito sol, nem de muita chuva?
Que mesmo em uma lotação consegue ser fino sem que com isso seja imbecil?

A música até que é boa! Ela está fazendo o seu papel! Esforçando-se ao máximo em fazer a noite daquelas almas um pouco mais leve... com toda aquela bebida... mesmo que alguns não bebam, e pareçam mais embriagados do que os que desfilam com seus copos, que nunca secam...

Um papo aqui, outro ali... cheios de pontos finais e interrogações... sem reticências... ou vírgulas que mostrem um algo a mais.

Um olhar assustador aqui, que parece mais com um de assassino do que de um amante; um olhar esnobe ali, que mais parece uma caixa registradora revelando o valor de cada peça de roupa, calçado, relógio...

E na hora de ir embora, todos se esbarram em um ônibus lotado, como que se viessem de lugares diferentes, com interesses diferentes... graças a Deus! Que somos diferentes!!!

Quarta-feira, Setembro 01, 2010



Ele: Eu quero um beijo!
Outro: Tá! (dá um selinho)
Ele: Você não entendeu. Eu quero um beijo, não um selinho.
Outro: Mas eu não te dei um selinho, te dei um beijo.
Ele: Isso não é um beijo!
Outro: Ah, como você faz drama... (o beija mais devagar) Você tá me babando todo.
Ele: Estou tentando te beijar!
Outro: E precisa babar?
Ele: A língua tem que fazer o seu papel!
Outro: Tá, eu entendi, mas precisa babar?
Ele: Está com nojo de mim?
Outro: Claro que não...
Ele: Claro que sim! A horas estou tentando te beijar...
Outro: A horas eu estou te beijando e você...
Ele: Estou cobrando um beijo decente!
Outro: Então tá. Não vamos brigar. Me di

z, como seria esse beijo decente?
Ele: Eu sei lá! Um beijo de amor. Igual os que você me dava quando nos conhecemos.
Outro: Sempre beijei assim. Não mudei nada. Não mudou nada.
Ele: Claro que mudou. Você não beijava assim!
Outro: Então me diz, como eu beijava?
Ele: Se você não se lembra, é porque, pra você, não tem mais importância.

Outro: Você quer saber se ainda te amo, é isso? Sim eu te amo! Eu não sei viver sem você. Minha vida é você! Eu morreria se tivesse que te perder!
Ele: A língua!
Outro: O quê?
Ele: Você não beija de língua.
Outro: Ah, pára!
Ele: A língua significa o falo, é como se você introduzisse seu pênis em mim ao me beijar de língua...
Outro: Você está viajando...
Ele: Sentimos essa necessidade quando queremos muito o outro. Queremos engolir o outro. O desejo de comer, de saciar a fome...
Outro: Você está maluco?
Ele: Você não me ama mais. O beijo. O beijo é o termômetro do amor. Todos dizem isso. E você não me ama mais...
Outro: O que eu preciso fazer pra provar que eu te amo sim?
Ele: Essas coisas não se prova. Se vive. E nós não vivemos mais.
Eles se separaram.
E no dia que Outro cortou os pulsos por não suportar o fim do amor. Ele viajava de lua de mel com seu novo namorado.

(...)
Drama? Dramaturgia!
Língua que baba? ela tem uma certa umidade.
...Mexicana?... talvez uma tequila resolvesse até o problema...
talvez nem exista problema...
talvez até exista, mas será mesmo esse o problema?
Triste?
O que é a verdade?
Triste Outro... talvez renascido...talvez renascendo...
Triste Ele... talvez nunca resolvido!



...e de repente 30...

O que é ser isso?


Já não sou mais o mesmo depois que a idéia

dos 30 povoou minha cabeça, me fazendo vários questionamentos.

O que você fez da tua vida?

Lembro dos planos, já faz alguns anos, quando ainda morando no interior dos meus interiores, eu sonhava...

Tinha a lua como companhia e me distraia procurando as “três marias”, o “cruzeiro do sul”... sem apontar para não crescer verruga no dedo(como diz uma superstição do interior) e a dúvida que vinha era: Será

que um dia vou conhecer o mundo?

Sentado sobre tijolos de uma construção abandonada. Comendo goiaba. De pé no chão. Fazendo pedidos. Acreditando em algo maior que eu, que pudesse atender-me.

Era fim de tarde, nessas horas tudo é tão triste! E tão belo! De tão triste! Na rádio, hábito comum naquele lugar, se ouvia a Hora do Angellus, o som de Ave-Maria misturado à oração para Nossa Senhora. Meu

corpo tremia e sentia um frio dos pés à cabeça. Recebendo algum aviso. Mas eu nada entendia. Apenas me dava um calafrio e uma falta de ar, queria fugir de tudo aquilo.

Tinha uns amigos. Que com o passar dos anos, já não nos entendíamos. Tinha uns amigos, novos, outros interesses, parecendo até outra vida. Eram amigos que não brincava de pic-esconde, muito menos de queimado... tinha amigos que se foram, viajaram, viraram estrela!

E eu permanecia ainda no mesmo lugar!

Algumas tentativas. Vários fracassos. Sentindo-se amarrado. Que lágrimas chatas! Como me acalmam as lágrimas! Depois fica tudo tão leve...

E uma nova estrada, que leva mas que trás de volta. Cansaço, estresse, viagens longas, estudo! E várias outras viagens, pelo país, ainda não pelo mundo! E vários outros amigos, e várias outras conversas, e um mundo culto, e uma cultura que transforma, e os livros que me seqüestram pra longe... e amadureço, e meus 20 e poucos anos... a sabedoria me seduz, o conhecimento é algo sedutor. Quero mais...

Mas volto para a mesma estaca zero! A casa dos meus pais. O cheiro do café, da manteiga de garrafa e da tapioca fresca, quentinha... um bom dia perfeito para qualquer indivíduo. Mas para mim não! Cego! Eu quero o mundo! Eu quero mais...

E indo contra todas as leis que me construíram. E indo contra várias leis que me jogaram naquele lugar, sem perspectiva de vida, quis dá um rumo diferente. E com malas prontas e com a cara e a coragem tomei meu rumo... seja o que Deus quiser!

... perdido as vezes...sempre me achava olhando para o céu! ... perdido as vezes...sempre um amigo me estica as mãos...e isso aprendi lá no interior dos meus interiores!

... e de repente os trinta...

E como tudo isso hoje faz sentido na minha vida!



... e mais uma estreia... e mais um frio na barriga...e o texto? Na ponta da língua? Acho que... mais ou menos... posso não lembrar da palavra específica que está no texto, mas estou entendendo a cena e no improviso desenrolo, não deixo a cena cair... poxa, mas é que tem palavras que soam tão mal “Filha-da-puta!”, mesmo gritando de raiva, o que exige a cena, esse texto perde total valor quando lembro que o palavrão original seria “Sua puta sem calça!”, e assim vai seguindo uma lista de palavrões, típicos de Plínio Marcos, Filha de uma cadela, “que papo careca é esse?”, e o que poderia se tornar uma dor de cabeça, passa a ser a grande ajuda caída do céu para que eu pudesse vestir o texto, assim como se Plínio não deixasse só uma peça, mas um mundo...

... e tudo pronto, parece que resolvi comigo mesmo minhas tensões, porém vejo o elenco. Um garoto que pela primeira vez pisa no palco, e uma mulher carimbada dos palcos, e eu... e meu sentimento de responsabilidade para com o texto, para com Plínio Marcos, e agora para com meus parceiros de cena. Tenho uma responsabilidade com eles em cena. A estreia é nossa. Uma viagem em comum. Se a canoa furar, afundamos todos. Mas con

fio neles, foram dias e dias de ensaios exaustivos. Mas poderia ter me dado mais...

...e o relógio corre, e as senhas são distribuídas, afinando as luzes, chegando a hora...

A hora é agora!

As luzes esquentam o corpo. O espaço preenchido pelo públi

co. Todos esperando o “vamos ver”, então vamos fazer... envolvido na cena, só escutamos as reações de risos, mesmo que aquela cena seja deplorável, mesmo que sejam pessoas sem futuro, reféns do próprio corpo, único meio de se ganhar a vida. É um riso frouxo, marcado pelo preconceito, pelo partido já tomado, pela

piedade... um balé de corpos que desfila seus rancores, marcam uma violência, um jeito de viver, nem certo, nem errado, um jeito...

Silêncio...música final...de costas aguardo o fim, a reação da platéia! E agora? Será que palmas? Poucas ou muitas? E agora? Será que gostaram? Por que demora tanto? E agora, José?

Agora são só palma e gritos e mais palmas, todos de pé! E mais uma vez o desfile das angústias humanas se fez espetáculo! Parabéns Plínio Marcos!




...e se eu te beijasse bem aqui

bem agora...

fugirias do meu carinho?

...e se eu te abraçasse sem te dar chances de fuga

te prendesse entre braços

entre pernas...

...e se eu gritasse aqui no meio dessa multidão

gritasse com todas as forças que nasceram desse sentimento

gritasse para te presentear com tanto amor!

... e se eu pegasse tua mão e saísse andando pelas ruas

mãos que se encaixam

como se já se conhecessem

almas que se encaixam

como se reconhecessem

... teu cheiro que me procura numa respiração ofegante

Será medo? Será tesão?

...e se...

Me calo

e me conforto em teus olhos

Que procuram abrigo

mas também proteção

...e se tanta coisa...

Prefiro te preservar vivo!

Os lobos lá fora então à caça dos que amam!

Os lobos lá fora odeiam “e se...”

Os lobos sempre acreditarão em Deus!

Domingo, Novembro 30, 2008




As luzes acesas... o palco quente, teu rosto quente...e uma gota de suor escorrendo pela testa...borrando a maquiagem, nada mais vivo do que borrar a maquiagem! limpando talvez nossos poros, respirando!!!, as luzes, a platéia e você repetindo, reagindo, sendo outro...ou tentando ser outro...com a mesma delicadeza que você é! O ápice...o medo...o incerto...o tesão...a merda...a porra do esquecimento...isso talvez...ou não!Aplausos...Luzes apagam e acendem...todas...frias...final...abraços...elogios...o que eu fiz afinal? não era isso? mas foi...segue teu rio...não ponha barreiras, deixe que ele corra livre...ou então faça das suas barreiras cachoreiras...deixe viver você e ele, o outro, ao qual você naquele momento permitiu viver, o qual naquele momento
foi também você!


resposta

Malditas são as crises d'o que será que eu tô fazendo?'Persigo a cabeça do Nelson perdendo as peças do quebra-cabeça. Me perco. Apagam-se minhas luzes.Ninguém poderá analisar, nem jamais decifrar, o poema que é a mente humana.Está na hora da homeopatia! O que haverá de ser? Quais das inúmeras hipóteses da minha ignorância? O questionamento me faz viva e por isso vou morrendo Cliques e flôres e aplausos... maldita vaidade do ator. Fotografia. EGO!Às vezes me sinto uma merda. Eee Muita Meeeerda!Perfura-se uma menina de 16 anos, sangue. Infinitamente IMpotente jamais alcançarás a dor de tamanho desespero. Jamais!Foda-se o real! Gosto mesmo é de TEATRO, por ele chuparia o fígado inteiro, o útero inteiro.Repudio tanto o superficial e me sinto como tal. Faca cravada na existência do artista.Quantos elogios! Junto uma flor pra cada palavra daquela, mas elas trazem espinhos. Presente de Deus? Não, presente do Diabo!Que Dionísio me perdoe os equívocos no seu espaço

Quarta-feira, Novembro 26, 2008


O pé travou

congelaram os músculos

o pescoço torçeu

torcicolo

não consegue virá para os lados

privado de uma panorâmica

tenta enchergar à frente

e se ver

a cabeça pesa

os olhos coçam...de sono?

os cabelos estranhos

e um rosto mais alongado...inchado...

cheio... onde depositas tudo

fingindo ser feliz

ou talvez sendo

ou talvez

quem sabe

sou assim

e ainda escutas que precisas melhorar mais ainda

sou ruim

como se eu pudesse seguir do meu jeito minha vida

tomas conta de mim

enquanto eu apenas lhe permito!!!